Nós escolhemos ou somos escolhidos?

Nós escolhemos ou somos escolhidos?

Há teorias que nos levam a acreditar que nossa vida é fruto de nossas escolhas.

Há outras teorias que tentam nos tirar o peso da responsabilidade sobre nossas escolhas, contrapondo-as a um universo de questões culturais, econômicas e sociais, no qual afundam.

Se não há argumento contra o fato de que ‘de barriga vazia não conseguimos nem pensar direito’, imagine quanto a fazer escolhas conscientes nesta condição.

Posto isto, se a necessidade básica é de alimentar-se e, se para tanto, é necessário um trabalho, o primeiro que aparecer é o que irá nos escolher.

De barriga cheia, no entanto, as possibilidades parecem ganhar outra dimensão. Entram em cena os quereres.

Quero isto, não quero aquilo.

Se prestarmos muita atenção veremos que determinadas atividades nos acenam de leve, ao longe, nos dizendo sutilmente: eu escolho você.

A medida que nos aproximamos delas nos sentimos acolhidos e temos a sensação de que nos escolheram.

Mas ao analisarmos nossos passos, percebemos claramente o movimento que fizemos, descartando outros caminhos para seguir nesta direção.

É aí que surge a questão:

Escolhemos ou somos escolhidos?

Nas minhas caminhadas existenciais, aprendi que as coisas não acontecem somente porque eu quero que elas aconteçam.

É necessário que eu me empenhe em torná-las realidade.

E em alguns casos, todo o meu esforço não é suficiente e eu preciso contar com o universo e esperar que ele conspire a meu favor.

Há pessoas que escolheram sua profissão.

Há pessoas que foram escolhidas por ela.

E há alguns sortudos que tiveram o privilégio de ser escolhidos pela profissão que escolheram.

Para mim todas estas pessoas têm algo em comum.

Elas são parte do movimento contínuo que constitui a impermanência das nossas vidas.

E você, como vê esta questão?

Grayce Guglielmi Balod é Pedagoga, Psicóloga, especialista em Orientação Profissional e Acadêmica de Filosofia Clínica

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