Mudando de Carreira – Uma forma diferente de ver a vida

Mudando de Carreira – Uma forma diferente de ver a vida

Minha história com a Filosofia Clínica iniciou justamente porque precisava mudar de carreira. Até então, por volta de meus 30 anos de idade, era professora de ballet clássico. Depois de um acidente não pude mais dançar ou fazer qualquer tipo de exercício. Aí iniciei uma busca por outra profissão. Fiz curso de culinária, sorvetes e tortas geladas, aprendi tricô e dei aulas particulares para adolescentes.

Nessa caminhada surgiu a possibilidade de conhecer a Filosofia Clínica. Como estava cursando a graduação em Filosofia optei por ver do que se tratava. Achei interessante e resolvi seguir os estudos. Na época dos estágios supervisionados foi que percebi que poderia ser um novo campo de atuação.

Desde 2001 trabalho com terapia individual. Fiz também atendimentos em hospitais e escolas. Mas sempre no campo individual. Esses atendimentos foram e ainda são para mim um divisor de águas.

A partir do momento em que uma pessoa partilha com você a historia de vida dela, você percebe o quanto importante é o ato de ouvir e mais ainda o de acolher. O acolhimento passou a ser fundamental em minha existência. A humanidade se revela aí. Acolher, ouvir sem julgar e sem interferir de forma equivocada, sem colocar ao outro nossos valores e ideias de forma precipitada me trouxe paz. Isso mesmo paz. Quando você percebe e compreende a singularidade do outro sua inquietação interior se cessa. Passamos a não colocar no outro expectativas nossas, não esperamos do outro aquilo que ele não pode nos dar.

Consegui não só uma nova profissão, mas uma forma diferente de ver a vida, o mundo, as pessoas.

Profa. Dra. Marta Claus – Filósofa Clínica Diretora do IMFIC

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